Até que o atropelamento nos separe: morte de <i> Bothrops moojeni <i> (Serpentes: Viperidae) e <i> Philodryas olfersii <i> (Serpentes: Dipsadidae) durante um evento de predação

Autores/as

  • Nathan Lopes Author
  • Carlos Eduardo Vargas Grou Author
  • Fernando Ursen Author
  • Natália de Paula Lopes Author
  • Fabrício H. Oda Author

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.19339088

Palabras clave:

Animais atropelados, Cobra-cipó, comportamento alimentar, interação predatória, Jararaca-caiçaca, ofiofagia

Resumen

O atropelamento de animais silvestres é uma das principais causas da perda de biodiversidade global. Nesta nota, documentamos a morte por atropelamento de um juvenil da jararaca-caiçaca (Bothrops moojeni) e de um adulto da cobra-cipó (Philodryas olfersii), ocorrida enquanto o viperídeo predava o dipsadídeo. Os animais mortos foram registrados em uma estrada de terra próxima à entrada da trilha Poço Preto no Parque Nacional do Iguaçu, oeste do Paraná, sul do Brasil. As serpentes aparentemente foram atropeladas enquanto o juvenil de B. moojeni engolia o adulto de P. olfersii. Este registro documenta uma interação predatória 
entre as duas serpentes, com P. olfersii como nova presa de B. moojeni. A morte das duas serpentes por atropelamento no interior do Parque Nacional do Iguaçu reforça a necessidade de implementar medidas mitigatórias não apenas na rodovia BR-469, mas também nas trilhas e estradas não pavimentadas da unidade de conservação.

Biografía del autor/a

  • Nathan Lopes

    Biólogo. Possui graduação em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Maringá - Unicesumar, com registro ativo no Conselho Regional 
    de Biologia. É consultor ambiental, atuando em levantamentos, monitoramentos e estudos aplicados à fauna, com ênfase em anfíbios e répteis. É cofundador e segundo tesoureiro do Instituto BiodiverCidade, em Maringá, Paraná, organização voltada à  pesquisa e conservação da biodiversidade. Integra a equipe de estudos com quelônios no Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração – Sítio Iguaçu (PELD Iguaçu).

  • Carlos Eduardo Vargas Grou

    Biólogo. Possui graduação em Ciências Biológicas (licenciatura e bacharelado) pela UniCesumar e mestrado em Biologia Comparada pela Universidade 
    Estadual de Maringá. Atualmente, é doutorando no Programa de Pós-graduação em Biologia Comparada da Universidade Estadual de Maringá. Integra a equipe de estudos com quelônios no PELD Iguaçu. Desenvolve estudos com quelônios, abordando aspectos morfológicos, evolutivos e ecológicos.

  • Fernando Ursen

     Biólogo. Possui graduação em Ciências Biológicas (licenciatura e bacharelado) pelo UniCesumar e mestrado em Biodiversidade Neotropical pela 
    Universidade Federal da Integração Latino-Americana. É cofundador e atual secretário do Instituto BiodiverCidade. Desenvolve pesquisas em Ecologia de Paisagem aplicada à herpetofauna, investigando padrões de riqueza e composição de comunidades de anfíbios, com foco na Região Metropolitana de São Paulo. Integra a equipe de estudos com quelônios no PELD Iguaçu e colabora com o Programa de Pesquisa do Refúgio Biológico de Santa Helena, Paraná.

  • Natália de Paula Lopes

    Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Goiás – Regional Catalão (UFCAT) e mestrado em Biologia Comparada pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-graduação em Biologia Comparada da 
    Universidade Estadual de Maringá. É pesquisadora associada ao Laboratório de Biologia Integrativa e Conservação da UFCAT e voluntária no Projeto de Extensão ConserVamos Cerrado na mesma instituição, desenvolvendo ações de Educação Ambiental e divulgação científica por meio das redes sociais. Integra a equipe de estudos com quelônios no PELD Iguaçu. Desenvolve estudos com quelônios, abordando aspectos morfológicos, evolutivos e ecológicos.

  • Fabrício H. Oda

     Professor visitante no Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e 
    Conservação do Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde, Goiás. Possui doutorado em 
    Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais pela Universidade Estadual de Maringá, 
    com período sanduíche realizado na Unidade de Zoologia Marinha do Instituto Cavanilles 
    de Biodiversidad y Biología Evolutiva da Universidad de Valencia, Espanha; mestrado 
    em Ecologia e Evolução pela Universidade Federal de Goiás; e graduação em Ciências 
    Biológicas (licenciatura e bacharelado) pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 
    É pesquisador voluntário no Projeto Herpeto Capixaba e editor associado do periódico 
    Herpetology Notes. Desenvolve estudos em Herpetologia e Parasitologia, focando os 
    seguintes temas: ecologia de comunidades, história natural e parasitologia de peixes, 
    anfíbios e répteis.

Publicado

2026-06-18

Número

Sección

Historia Natural y Conservación

Cómo citar

LOPES, Nathan; EDUARDO VARGAS GROU, Carlos; URSEN, Fernando; NATÁLIA DE PAULA LOPES; FABRÍCIO H. ODA. Até que o atropelamento nos separe: morte de <i> Bothrops moojeni <i> (Serpentes: Viperidae) e <i> Philodryas olfersii <i> (Serpentes: Dipsadidae) durante um evento de predação. Herpetologia Brasileira, [S. l.], v. 15, n. 1, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.19339088. Disponível em: https://hb.sbherpetologia.org.br/index.php/hb/article/view/260. Acesso em: 19 jun. 2026.