O tripé do Instituto Butantan para evitar a extinção da jararacailhoa
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17361040Palavras-chave:
jararaca-ilhoa, conservação ex situ, pesquisa, educação ambiental, reintroduçãoResumo
A jararaca-ilhoa, endêmica da Ilha da Queimada Grande e criticamente ameaçada, demanda respostas rápidas e integradas. Apresentamos o tripé do Instituto Butantan para evitar sua extinção: pesquisa, conservação ex situ e educação. No eixo da pesquisa, estamos consolidando estudos e abordagens em história natural, ecologia comportamental, fisiologia reprodutiva, genética e microbiota, gerando bases para manejo, pareamentos e protocolos de reprodução assistida. No eixo ex situ, o Laboratório de Ecologia e Evolução (LEEv) do Instituto Butantan está implantando um viveiro concebido para replicar, na medida do possível, a estrutura e o microclima da Floresta Atlântica insular, visando saúde ecológica e comportamental, redução de endogamia e formação de um plantel apto a futuras reintroduções. No eixo educativo, ações nas dependências do LEEv e em escolas do litoral engajam docentes, estudantes e público em ciência participativa, fortalecendo o apoio social e o combate ao tráfico. A integração desses eixos cria um modelo replicável para outras serpentes brasileiras e amplia as chances de viabilidade populacional da espécie.Referências
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